Conversa Na Catedral

Foi incluída pela lista das cem melhores romances em português do século XX, do jornal espanhol El Mundo. O começo de Conversa na Catedral é considerado um dos melhores inícios de uma novela. Santiago Zavala, o personagem, abre a novela considerando o saque uma pergunta: Desde a porta Da Crônica Santiago olha a rua Tacna, sem amor: veículos, construções irregulares e descoloridos, esqueletos de avisos luminosos flutuando pela névoa, o meio-dia cinzento.

Quando tinha fodido o Peru? Os canillitas assombram entre os carros detidos pelo sinal de Wilson voceando os jornais da tarde e ele bota a caminhar, devagar, para a Colméia. As mãos nos bolsos, cabisbaixo, vai escoltado por transeuntes que avançam, também, para a Praça San Martín. Era como o Peru, Zavalita, tinha fodido em algum momento. Em Frente ao Hotel Crillon um cão vem a lamerle os pés: não vás estar raivoso, fora de aqui.

O Peru caralho, pensa, Carlitos fodida, todos fritos. Pensa: não há solução. A pergunta nasce do desconcerto e o pessimismo do protagonista (Santiago, o alter-ego do escritor), incapaz de dominar a realidade peruana em teu conjunto, a qual julga com critérios sobretudo morais. A novela é um retrato cru da corrupção moral e da repressão política que vive o Peru perante a ditadura de direita do general Manuel A. Odría.

O cérebro dessa repressão é Cayo Bermúdez ou Cayo Merda. O personagem, Santiago Zavala ou Zavalita, é um jovem de família opulenta, que estuda na Universidade de San Marcos, desta maneira um dos núcleos da propaganda comunista, que enfrentava a ditadura. Seu pai, d. Fermín Zavala, apelidado de Bola de Ouro, é um próspero empresário que faz negócios muito rentáveis beneficiando-se da corrupção governamental. Zavalita se relaciona com os estudantes comunistas e até mesmo é levado pra delegacia, ante o escândalo de sua família; posteriormente, trabalha como jornalista e se soma à boêmia de seus amigos de trabalho.

Chega mesmo a se casar. Mas há alguma coisa em seu interior lhe atormenta. Esse preto segredo que guarda a novela, com o que o autor pretende conservar o interesse pela história, é a homossexualidade do pai de Zavalita, que sustenta encontros sexuais com o motorista, o zambo Ambrosio. Hortênsia (Musa), uma vividora de imediato em decadência, descobre isso e essa falha a Fermín.

  • 5 Gravação e sucesso: “A jangada”, o tema do verão
  • 4 Diagnóstico 4.Um Causas genéticas
  • Caracol: snail
  • Verde: Aracari

Ambrosio deste modo mata a Hortênsia, consternado ao acompanhar o teu padrão em tal transe, mas fica no mistério se o faz por tua própria conta ou por ordem de Fermín. Santiago Zavala, um jornalista de em torno de trinta anos, proveniente de uma família de categoria média alta, contudo remoto dela há longo tempo. Quatro são os personagens sobre isto os quais se sustenta a novela: Santiago Zavala, d. Fermín Zavala, o zambo Ambrosio e Cayo Bermúdez. Qualquer um dos quais se vinculam, por sua vez, com uma legião de protagonistas de diferentes estratos, ocupações, caracteres e credibilidade. Santiago Zavala ou Zavalita, é um piá de boa família, filho de d. Fermín Zavala, um empresário colaboracionista da ditadura de Odría.

Zavalita se empenha em estudar na Universidade de San Marcos, contra a posição de teu pai. Na mesma faculdade arregimentou o grupo ativista de esquerda chamado Cahuide, opositor ao governo de Odría, verificando em carne própria a perseguição e represálias que sofrem os opositores ao governo. Enquanto isto, Tiago quebra de toda a relação com tua família e começa a trabalhar como jornalista no jornal A Crônica, de imediato desaparecido.

De outro lado, Ambrosio se torna motorista de d. Fermín, com o qual mantém uma ligação homossexual esporádica e secreta. Hortênsia toda essa ligação e a utiliza para chantagear a d. Fermín. Ambrósio, desolado ao acompanhar teu padrão em tal transe, mata a Hortênsia, após o que foge a Pucallpa, juntamente com Amalia, teu parceiro.

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