“Nada Impede Desejo”

O apito do fax interrompido, algumas vezes, a conversa com Javier Marías em seu apartamento, em Madrid. Em alguns jornais britânicos, sem demora põem de fundo o som de máquinas de escrever, escrevendo para motivar seus editores. Dá a impressão de que proliferam as bobagens por toda a fração. Outro dia vi em Barcelona, que faziam uma corrida que atravessa os túneis do metro.

Ou aqueles que se deitam num balde de água gelada em meio universo. Bom, todas estas são inofensivas e bienintencionadas, mas existem algumas. Você não precisa de motivação extra? Você não teve crises criativas? Passei anos em branco, no entanto de uma maneira normal. Quando termino uma novela, passa com facilidade de um ano, sem que comece nenhuma outra. Também não possuo tantas ideias… Há escritores que sim, Mario Vargas Llosa e Arturo Pérez-Reverte me falam de histórias fervilhando em teu guarda-roupa e pedindo passagem.

Me fornece inveja que tenham tantas idéias pela reserva. Nada. Efetivamente, sempre duvido que irá fazer outra novela, me parece impossível. Há que aguardar que surja uma coisa que inquiete de verdade, que te dê as suficientes desejo de entrar em funcionamento. Nunca ponho-me a digitar por escrever.

Não eu digo: venha, me toque outra, que já passaram dois anos desde a última. Não me considero um escritor profissional. Se algo vem, bem, e se não, o que ele vai fazer. Assim começa o mal é a paixão sexual, do desejo. Você Forma um bloco com As paixões, tua novela anterior?

Alguns críticos estrangeiros têm apontado que As paixões necessita olhar com questões de Todas as almas, que tem 25 anos de idade. Não são obsessões, exatamente, todavia sim tópicos que não me esgotaram numa novela, nem em 2, nem ao menos em 3. Muitos escritores não é que façam a todo o momento a mesma novela, contudo têm novas prioridades. Para mim, esses escritores que aspiram a que cada livro seja muito diferente… Eu, no momento em que leio a Faulkner, eu gosto que possa ser Faulkner.

  • 3 Notas finais
  • Passada com um passo pra trás, oito repetições com cada perna
  • dois A Reconstrução Sindical
  • 5 O Contencioso Navarra-Espanha
  • Qual o esquema de cores utilizamos

E se García Márquez não é García Márquez, me incomoda. É uma etapa em que ainda não há divórcio na Espanha, há não vários anos, 34. Isso levava a muitos casamentos que não agüentavam a manter o núcleo familiar, o que, visto neste momento, é uma coisa muito estranha. O perdão, mais bem. Há um ciclo em que um protagonista vem a expressar: não há justiça desinteressada, das pessoas que a exigem, normalmente, são aquelas que foram afectadas pelos crimes.

alguém lhe custa muito mais perdoar alguma coisa menor que o tenham feito que, em troca, um crime bárbaro que a ele não lhe tocou. Por que perdoam umas coisas e outras não? Deve acompanhar com a maneira em que nos têm afetado, a nós, ao nosso pai ou o avô. Assim, em novas coisas, chegamos em compromissos e em outras não. Há reflexões sobre a transição.

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